
Peeling no verão: pode fazer, mas siga essas regras
Isabelle Macedo Cabral

A dúvida é comum e o desejo, compreensível. Com o verão, vem a vontade de ter a pele mais luminosa e renovada para curtir a estação. Mas será que é seguro realizar um peeling facial nessa época do ano, conhecida por seus dias intensos de sol?
A resposta dos dermatologistas é: sim, é possível fazer peeling no verão, mas com algumas ressalvas fundamentais e um compromisso sério com a proteção solar. A escolha do tipo de peeling e os cuidados pós-procedimento se tornam ainda mais críticos.
O que é e como funciona o peeling?
O peeling é um tratamento dermatológico que promove uma renovação controlada da pele por meio da descamação. Diferentes tipos de ácidos (como glicólico, retinóico, mandélico, salicílico) são aplicados para remover as camadas superficiais ou mais profundas da pele, estimulando a regeneração celular.
Os benefícios são muitos: redução de manchas (como melasma ou de acne), atenuação de rugas finas, melhora da textura e do brilho da pele e tratamento de cicatrizes e poros dilatados. A intensidade do tratamento varia conforme a profundidade do peeling (superficial, médio ou profundo).
Por que o verão exige mais cautela?
O principal motivo é a exposição solar intensa. Após um peeling, a pele fica sensível, mais fina e vulnerável. A nova camada de pele que se forma está ainda em processo de maturação e não tem sua proteção natural (como a produção de melanina) completamente restabelecida.
A exposição ao sol nessa fase sem proteção rigorosa pode levar a:
- Hiperpigmentação pós-inflamatória: o principal risco. A pele pode responder à agressão solar produzindo mais melanina, causando novas manchas escuras justamente no local tratado.
- Queimaduras solares graves: a pele desprotegida queima com muito mais facilidade.
- Comprometimento do resultado: todo o benefício do peeling pode ser perdido, já que a radiação UV é um dos maiores causadores do envelhecimento cutâneo e das manchas que o tratamento visa combater.
As regras de ouro para fazer peeling no verão
Se a sua rotina permite seguir à risca as recomendações, é viável realizar o procedimento. O foco deve estar nos peelings superficiais, que descamam menos e têm um tempo de recuperação mais curto. Peelings médios ou profundos são geralmente desencorajados para o verão.
Os cuidados essenciais são:
- Proteção solar máxima e invariável: Este é o item não negociável. É obrigatório o uso de protetor solar de amplo espectro (UVA/UVB), com FPS alto (acima de 50) e com cor (tonalizante). A cor oferece uma barreira física extra contra a luz visível. Reaplicar a cada 2 horas é fundamental.
- Evitar o sol direto na primeira semana: Nos primeiros 7 a 10 dias após o peeling, evite ao máximo a exposição solar direta. Se precisar sair, além do filtro, use chapéu de aba larga e óculos de sol.
- Hidratação intensiva: A pele descamando perde água mais facilmente. Use um hidratante específico, de textura leve e recomendado pelo seu dermatologista várias vezes ao dia para manter a barreira cutânea íntegra.
- Nunca arrancar as pelinhas: Deixe a pele descamar naturalmente. Arrancar as casquinhas pode causar machucados, manchas e até cicatrizes.
- Escolha o momento certo: Se for viajar para a praia ou piscina, ou participar de atividades ao ar livre, não faça o peeling próximo a essa data. Planeje para um período em que você conseguirá ficar mais em ambientes internos ou protegidos.
- Siga a orientação médica à risca: Cada pele e cada peeling é único. Use apenas os produtos (sabonete, hidratante, protetor) liberados pelo dermatologista durante o período de recuperação.
Então, qual é a melhor época?
Apesar de ser possível no verão, os dermatologistas são unânimes em afirmar que a época ideal para peelings, principalmente os mais profundos, continua sendo o outono e o inverno.
As razões são claras: o sol é menos intenso, os dias são mais curtos, passamos menos tempo em atividades ao ar livre e, com o frio, a sensação de ardência pós-procedimento pode ser mais tolerável. Isso facilita enormemente o período de recuperação e minimiza os riscos de complicações.
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