
Peeling de fenol: o que é, riscos e alternativas
Isabelle Macedo Cabral

Popularizado recentemente por seus resultados transformadores, o peeling de fenol é considerado o peeling químico mais profundo e agressivo disponível.
A dermatologista Dra. Mônica Aribi, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o peeling de fenol atua de forma intensa: “Além de remover toda a epiderme — camada mais superficial do tecido cutâneo —, também retira parte da derme”. Esta ação profunda é o que promove um poderoso processo de rejuvenescimento, especialmente eficaz para pacientes com grau elevado de fotoenvelhecimento (danos causados pelo sol).
Riscos e contraindicações: um procedimento não para todos
Os benefícios impressionantes vêm acompanhados de riscos significativos, que tornam o procedimento contraindicação absoluta para uma grande parcela da população. Os principais perigos incluem:
- Cardiotoxicidade e Nefrotoxicidade: O fenol é uma substância que pode causar danos ao coração e aos rins durante sua absorção pelo organismo.
- Alterações de Pigmentação: Há alto risco de manchas, acromias (manchas brancas) e cicatrizes. Por este motivo, não é indicado para pessoas de pele mais escura (fototipos altos).
- Período de Recuperação Exigente: A recuperação é longa e demanda absoluto afastamento do sol.
- Risco de Infecções: A pele, profundamente renovada, fica vulnerável.
Segurança só com qualificação extrema
A Dra. Mônica Aribi é enfática: o peeling de fenol pode ser seguro, mas apenas se realizado dentro de um rigoroso protocolo de segurança. O primeiro e mais importante passo é buscar um médico dermatologista qualificado e experiente, com RQE (Registro de Qualificação de Especialidade) ativo.
Antes de qualquer coisa, o médico deve fazer uma avaliação criteriosa para verificar se o paciente está apto. Além da qualificação do profissional, é fundamental que:
- A formulação do peeling utilizada seja confiável e de origem conhecida.
- O ambiente do procedimento esteja totalmente equipado para lidar com emergências, como arritmias cardíacas, com monitoramento constante durante a aplicação.
Alternativas modernas com menor risco
Felizmente, a medicina estética atual oferece opções poderosas que podem entregar resultados similares com muito mais segurança e praticamente sem tempo de inatividade. A dermatologista cita tecnologias como:
- Laser Yag (Fotona): Age na superfície e atinge a derme, estimulando colágeno e promovendo retração da pele.
- Laser Erbium Intraoral: Aplicado dentro da boca, torna a pele da face mais firme.
- Ultrassom Microfocado e Radiofrequência Microagulhada: Tecnologias que também estimulam a produção profunda de colágeno.
A Dra. Mômina Aribi finaliza com um conselho crucial: “Não hesite em questionar ao profissional sobre vantagens e desvantagens de cada técnica, assim como sobre sua qualificação. Em caso de dúvida, busque uma segunda opinião”. O alerta também se estende a preços muito abaixo do mercado, que podem ser um indício de profissional desqualificado, fórmula adulterada ou ambiente despreparado. Na busca pelo rejuvenescimento, nada é mais importante do que a saúde e a segurança.
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