Seu exame deu resistência à insulina? Saiba o que isso significa

Maiara Ferreira

Seu exame deu resistência à insulina? Saiba o que isso significa

Muita gente recebe um exame alterado e sai da consulta com uma dúvida: ter resistência à insulina significa que eu tenho diabetes?

A resposta é não. 

Resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2 estão relacionados, mas não são a mesma coisa. Em diversos casos, eles representam etapas diferentes de um processo que costuma acontecer aos poucos, ao longo dos anos. 

Entender o que muda em cada fase ajuda a interpretar melhor os exames e mostra que existem oportunidades de cuidar da saúde antes mesmo do diagnóstico de diabetes. 

Resistência à insulina: quando o corpo começa a mudar 

A insulina é o hormônio que ajuda a glicose a sair da corrente sanguínea e entrar nas células, onde será usada como fonte de energia. 

Quando há resistência, esse processo fica menos eficiente. As células passam a responder com mais dificuldade ao hormônio e, para compensar, o pâncreas produz quantidades cada vez maiores de insulina. 

Nesse momento, é comum que a glicemia continue dentro da faixa considerada normal e pode passar despercebida por bastante tempo. 

Entre os fatores que favorecem a resistência à insulina estão o excesso de peso, o sedentarismo, a perda de massa muscular e o histórico familiar. 

Quando o diabetes tipo 2 é diagnosticado 

Se esse processo continua evoluindo, o pâncreas passa a produzir menos insulina do que o organismo precisa. 

Como consequência, a glicose permanece elevada de forma persistente, caracterizando o diabetes tipo 2. 

O diagnóstico é confirmado quando: 

  • a glicemia de jejum é igual ou superior a 126 mg/dL; 
  • a hemoglobina glicada (HbA1c) é igual ou superior a 6,5%. 

A partir desse momento, o acompanhamento contínuo passa a fazer parte da rotina. 

O tratamento pode incluir o uso de medicamentos, combinado a mudanças no estilo de vida, sempre baseado em orientações médicas para cada pessoa. 

Para acompanhar a sua glicemia com regularidade, medidores de glicose portáteis são recomendados para ter por perto e você pode adquirir o seu na Raia.

O que faz diferença em qualquer etapa 

Independentemente do resultado dos seus exames, alguns hábitos ajudam o organismo a usar melhor a glicose e protegem a saúde ao longo do tempo. 

Priorize alimentos ricos em fibras: frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas ajudam a tornar a absorção da glicose mais lenta e contribuem para a saciedade (25 a 30 gramas por dia). 

Movimente o corpo regularmente: combinar atividades que estimulam a frequência cardíaca (caminhar, correr e andar de bicicleta) com exercícios de força (musculação e pilates) melhora a ação da insulina e favorece o manejo da glicemia. 

Reduza o consumo de bebidas açucaradas: refrigerantes e outras bebidas adoçadas, como sucos de caixinha e achocolatados, estão associados a um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 quando consumidos com frequência. 

O resultado alterado é a chance de mudar 

Conhecer o que acontece em cada fase ajuda a entender os exames, acompanhar a evolução da saúde e tomar decisões que podem fazer diferença no presente e no futuro. 

Por isso, conte com o acompanhamento da sua equipe de saúde e, sempre que tiver dúvidas sobre seus exames ou sobre o cuidado com o diabetes, converse com o farmacêutico da Raia.  

Você pode agendar e realizar exames e serviços na farmácia, e ter um ponto de apoio na sua jornada com nossos profissionais. 

Referências:

Diagnóstico de diabetes mellitus. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). DOI: 10.29327/5412848.2024-1. 

Terapia Nutricional no Pré-Diabetes e no Diabetes Mellitus Tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/5238993.2023-8. 

Atividade física e exercício no pré-diabetes e DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/557753.2022-8. 

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