Ar seco: como proteger o corpo dos efeitos da baixa umidade

Leticia Souza

Ar seco: como proteger o corpo dos efeitos da baixa umidade

Você sente que sua pele fica mais sensível, os lábios ressecados, a respiração mais pesada e os olhos ardem mesmo sem ter coçado ou chorado?

Isso é comum de acontecer quando a umidade do ar está baixa e sentimos o ambiente ao nosso redor mais seco do que deveria.

O fim do inverno e início da primavera marcam uma temporada de meses mais secos. Diversas regiões do país sentem ainda mais essa “secura” devido à escassez de chuvas e alta poluição, que podem trazer desconfortos e complicações à saúde.

Quando a umidade relativa do ar cai abaixo de 30%, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) já classifica a condição como “atenção”. É nesse ponto que o corpo começa a sentir os efeitos com mais intensidade.

Como o ar seco atinge o organismo

Vários sinais podem aparecer quando a umidade despenca:

  • Desidratação, sobretudo em dias de calor
  • Sangramentos nasais
  • Alergias e ressecamento da pele, como as dermatites atópicas
  • Inflamações das vias respiratórias: rinite, sinusite, bronquite e asma
  • Infecções e alergias oculares, incluindo a conjuntivite

Isso acontece porque as mucosas (olhos, nariz e garganta) ressecam e ficam mais sensíveis a estímulos externos, como mudanças bruscas de temperatura, e a agentes irritantes, como poluição e produtos de limpeza.

Por que o corpo reage assim

O nariz tem funções importantes como aquecer, filtrar e umedecer o ar antes que chegue aos pulmões.

Em condições de ar excessivamente seco, essa demanda aumenta: as vias aéreas passam a gerar mais secreção para tentar compensar a falta de umidade, o que pode desencadear rinites, obstruções nasais e outros quadros inflamatórios.

A umidade do ar também tem papel fundamental na troca gasosa durante a respiração. Em ambientes muito secos, esse processo fica menos eficiente, e é por isso que quadros como alergias respiratórias tendem a aparecer com mais frequência nessa época do ano.

O que fazer para se proteger

O ambiente externo não está sob nosso controle, mas alguns cuidados no dia a dia ajudam a reduzir o impacto da baixa umidade:

  • Beba água regularmente: no frio e no tempo seco, a sede não aparece com a mesma frequência que no calor, mas a hidratação continua sendo essencial. Vale manter uma garrafinha por perto e carregá-la para onde for.
  • Reduza a intensidade dos exercícios ao ar livre: especialmente quando a umidade cai abaixo de 30%. Se preferir manter a rotina de atividade física, prefira os horários do começo da manhã ou do fim da tarde, quando a umidade tende a subir um pouco mais.
  • Use umidificadores em ambientes fechados: existem modelos portáteis com boa autonomia, que podem ser usados em casa, no escritório ou em outros espaços.
  • Cuide da hidratação nasal: aplicar soro fisiológico nas narinas alivia o desconforto do ressecamento e reduz sintomas de alergia.
  • Considere a nebulização: para quem convive com doenças respiratórias e alergias, ter um inalador em casa é útil. Sessões com soro fisiológico levam umidade ao nariz, à garganta e aos pulmões, melhorando o bem-estar respiratório.

Se sangramentos nasais frequentes, falta de ar e crises de alergia mais fortes que o comum persistirem ou piorarem, vale conversar com o farmacêutico da Raia mais perto de você.

O profissional pode orientar sobre o uso do soro fisiológico, umidificadores e outros cuidados oferecidos na farmácia, além de indicar quando é hora de buscar avaliação médica.

Referência:

Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia

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