Como saber se a glicose está alta ou baixa?
Maiara Ferreira

Quem convive com diabetes costuma ouvir muito sobre “controlar a glicose”. Mas, na prática, nem sempre é fácil perceber quando ela saiu da faixa recomendada.
Em alguns momentos, o açúcar no sangue pode subir além do ideal. Em outros, pode cair mais do que deveria. As duas situações merecem atenção, mas costumam provocar sinais diferentes e pedem cuidados específicos.
Aprender a reconhecer esses sinais é uma forma importante de cuidar da saúde no dia a dia.
Hiperglicemia: quando o açúcar passa do ideal
A hiperglicemia acontece quando há excesso de glicose circulando no sangue. Ela costuma se desenvolver aos poucos e, muitas vezes, não provoca sintomas logo no início.
Quando a glicose permanece elevada, o organismo pode dar alguns sinais, como:
- sede intensa
- vontade frequente de urinar
- fome aumentada
- cansaço
- visão embaçada
- perda de peso sem causa aparente
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diabetes é diagnosticado quando a glicemia de jejum é igual ou superior a 126 mg/dL. Já valores entre 100 e 125 mg/dL indicam uma alteração que merece acompanhamento.
Depois das refeições, a recomendação é manter a glicemia abaixo de 180 mg/dL, cerca de duas horas após o início da refeição.
Tenha o seu medidor de glicose em casa para aferir a glicemia.
O que ajuda a manter a glicose mais estável
Embora o tratamento seja individualizado, alguns hábitos contribuem para evitar grandes elevações da glicose:
- priorizar alimentos ricos em fibras
- reduzir bebidas açucaradas
- praticar atividade física regularmente
- evitar passar muitas horas seguidas sentado
- seguir corretamente o tratamento orientado pela equipe de saúde
Glicose alta: 8 hábitos para evitar o excesso de açúcar no sangue
Hipoglicemia: quando o açúcar cai abaixo do seguro
A hipoglicemia acontece quando a glicose cai abaixo de 70 mg/dL.
Ela costuma surgir de forma rápida e é mais frequente em pessoas que usam insulina ou medicamentos da classe das sulfonilureias.
Os sintomas aparecem porque o cérebro depende prioritariamente da glicose para funcionar normalmente. Entre os sinais mais comuns estão:
- tremores
- suor frio
- palpitações
- fome repentina
- tontura
- dificuldade para se concentrar
- confusão mental
- visão embaçada
Em pessoas idosas, a atenção deve ser ainda maior, já que o risco de episódios de hipoglicemia costuma ser mais elevado.
É possível prevenir esses episódios?
Na maioria das vezes, sim.
Alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de hipoglicemia:
- não ficar longos períodos sem comer nada
- manter os horários das refeições
- seguir os horários dos medicamentos e da insulina
- acompanhar a glicose antes e depois de atividades físicas mais intensas
- estar sempre com uma fonte de carboidrato de rápida absorção, como uma bala mastigável
Importante: quem dirige também deve conferir se a glicose está em um nível seguro antes de iniciar o trajeto, já que a hipoglicemia pode comprometer a atenção e os reflexos.
Veja aqui como e quando medir a glicemia.
Conhecer os sinais faz parte do tratamento
Cuidar do diabetes não significa apenas acompanhar os resultados dos exames. Também envolve aprender a reconhecer como o próprio corpo reage quando a glicose sobe ou cai.
Quanto mais cedo esses sinais são identificados, mais rápido é possível agir e reduzir o risco de complicações.
Em caso de dúvidas sobre o manejo da glicose ou sobre o uso dos medicamentos, conte com a orientação da sua equipe de saúde.
O farmacêutico da Raia também pode ser um importante ponto de apoio nessa rotina.
Agende seus exames para acompanhamento da clicemia na Raia e receba orientações de profissionais qualificados para o seu cuidado.
Referências:
Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024). Diagnóstico de diabetes mellitus. DOI: 10.29327/5412848.2024-1.
Orientações sobre hipoglicemia para profissionais de saúde. Sociedade Brasileira de Diabetes. Departamento de Enfermagem (2023). Disponível em: https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Orientacoes_Hipoglicemia_SBD.pdf.
Terapia Nutricional no Pré-Diabetes e no Diabetes Mellitus Tipo 2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/5238993.2023-8.





