Pérolas de Epstein: saiba o que são as bolinhas na boca do bebê

Redação

Pérolas de Epstein: saiba o que são as bolinhas na boca do bebê

Um dos problemas mais encontrados na boca dos bebês recém-nascidos são as pérolas de Epstein, também chamadas de quistos da cavidade oral. São cistos pequenos de queratina (proteína) que se apresentam como bolinhas duras de cor branca e/ou amarelada, geralmente localizadas na gengiva, língua e céu da boca.

A boa notícia é que não há motivos para preocupação, pois apesar da condição estar presente em mais de 60% dos recém-nascidos, as bolinhas desaparecem espontamentamente dentro de alguns semanas.

Causas das Pérolas de Epstein

As Pérolas de Epstein acontecem quando a pele da boca do bebê fica presa durante o processo de desenvolvimento. Conforme a boca se desenvolve e ganha forma, a pele presa pode se encher de queratina, uma proteína encontrada na pele. Por isso, a queratina é o que compõe o interior de uma pérola de Epstein. Dessa forma, esses inchaços se desenvolvem no útero e não podem ser evitados. Se seu filho nasceu com pérolas de Epstein, não é sinal de nada que você fez ou deixou de fazer durante a gravidez.

As Pérolas de Epstein são mais comuns em bebês que:

  • Nascem de mães mais velhas
  • Nascem após a data estipulada
  • Tem um peso maior ao nascer

Podem ser confundidos com sapinhos por isso é importante a avaliação presencial de um profissional de saúde para garantir que se trata de pérolas de Epstein. 

Sintomas e tratamento

Essas bolinhas não provocam dor ao bebê e não representam sintoma de qualquer tipo de doença. Dessa forma, são consideradas normais inclusive em bebês maiores, até mesmo naqueles cujos dentinhos já estão aparecendo. Além disso, é extremamente importante não tentar remover estes pequenos quistos pois isso sim poderia trazer outros problemas ao bebé. 

As lesões causadas pelas pérolas de Epstein desaparecem de forma espontânea, de uma a duas semanas depois do parto, e não há um tratamento específico para solucionar os cistos de erupção congênitos. O ideal é ter um acompanhamento com o pediatra para avaliar o bebê e sanar quaisquer dúvidas.

Mais sobre Crescer Saudável