Doenças comuns na escola: como se prevenir

Isabelle Macedo Cabral

Doenças comuns na escola: como se prevenir

Toda família conhece aquela sensação: o filho volta da primeira semana de aula com o nariz escorrendo. Na semana seguinte, a irmã mais nova começa a tossir. Depois, é a vez dos pais. 

Não é fatalidade. É o chamado “efeito escola” — e ele pode ser manejado com informação, paciência e hábitos que entram na rotina quase sem perceber. 

Por que as crianças adoecem tanto nessa época? 

Imagine um ecossistema. Agora, coloque 30 crianças dentro de uma sala ventilada apenas pelo corredor. Some a isso a empolgação do recreio, os abraços apertados, o compartilhamento do suco de caixinha. Vírus e bactérias adoram esse cenário. 

As vilãs mais frequentes do calendário escolar têm nome: rinovírus, adenovírus, enterovírus. Mas o que realmente importa é saber como enfrentá-las. 

A primeira barreira são as mãos 

Se existe um gesto que merece virar mantra dentro de casa, é lavar as mãos. Não aquela passada rápida na água, mas uma esfregada caprichada, como se estivesse tirando tinta. 

Vale transformar o momento em brincadeira: cantar “Parabéns a você” enquanto ensaboa garante os 20 segundos necessários. Para os maiores, um frasco de álcool em gel na mochila vira instrumento de autonomia. 

Ensinar a tossir no cotovelo é ensinar a cuidar do outro 

Crianças muito pequenas ainda não associam o próprio espirro ao bem-estar do coleguinha. Cabe aos adultos modelar esse comportamento. “Espirrou? Vem cá, a gente protege o amigo assim.” 

Aos poucos, o gesto vira automático — e a transmissão de gotículas cai drasticamente. 

Dentro do corpo, a batalha também se vence na cozinha 

Uma criança bem alimentada dorme melhor, corre mais e enfrenta vírus com vantagem. Não precisa de cardápio hospitalar: uma fruta no lanche, água fresca na garrafinha, menos ultraprocessados. 

Algumas famílias, com orientação médica, recorrem a suplementos infantis para dar aquela força extra no inverno. Vitamina D, zinco e probióticos entram nessa conversa. Cada caso é um caso. 

E os objetos? Também precisam de banho 

Quem nunca abriu a mochila do filho e encontrou um resto de iogurte da semana passada? A lancheira esquecida vira laboratório de germes. A garrafinha com bico emborrachado acumula biofilme. 

Uma limpeza rápida na sexta-feira à noite, enquanto a criança toma banho, já faz diferença. Mochila de pano no varal, estojo passado com pano úmido, squeeze virado para secar. 

O maior ato de cuidado, às vezes, é desacelerar 

A manhã de segunda-feira costuma ser corrida. Mas se a criança acorda com os olhos colados, febre ou aquela moleza que só o corpo sente, talvez seja hora de respirar fundo e remarcar a semana. 

Ficar em casa não é falta. É responsabilidade. A escola entende, os colegas agradecem, e o corpo se recupera mais rápido. Nenhuma prova ou conteúdo vale mais que a saúde. 

Proteger os pequenos não exige heroísmo. Exige rotina, escuta e uma rede de apoio — que começa dentro de casa e se estende a cada adulto que cruza o portão da escola. 

 Conte com a Droga Raia para cuidar da saúde dos pequenos durante o ano letivo — da imunidade à higienização. 

Mais sobre Crescer Saudável