Quem pode usar canetas injetáveis para perder peso?

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Quem pode usar canetas injetáveis para perder peso?

As canetas injetáveis estão em todo o lugar e só se fala delas atualmente. Mas será que elas são recomendadas para todo mundo? 

A resposta não depende apenas do desejo de perder peso. As canetas podem fazer parte do tratamento de pessoas com sobrepeso ou obesidade, mas a indicação precisa considerar o contexto de saúde, os objetivos e as necessidades de cada pessoa. 

Quando as canetas podem entrar no tratamento 

O tratamento da obesidade pode reunir diferentes estratégias. Entre elas estão orientação nutricional, atividade física, medicamentos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. 

As canetas injetáveis podem ser consideradas quando as mudanças na alimentação e no estilo de vida não foram suficientes para alcançar os resultados esperados. 

A decisão deve ser feita com acompanhamento profissional, especialmente o médico, para avaliar os possíveis benefícios e riscos de cada tratamento para cada caso. 

O que são essas canetas injetáveis? 

As canetas injetáveis – também conhecidas como análogos de GLP-1 – são uma forma de administrar alguns medicamentos utilizados no tratamento do sobrepeso e da obesidade. 

Entre as substâncias aprovadas e utilizadas nesse contexto estão a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida. Cada uma apresenta características, indicações e resultados próprios. 

Por isso, falar em “caneta para emagrecer” não significa falar de um único medicamento. A escolha depende da avaliação individual e não deve ser feita apenas pela expectativa de perder peso. 

Os possíveis benefícios que vão além da balança 

Estudos mostram que alguns desses medicamentos apresentam resultados superiores aos de terapias orais tradicionais para a redução de peso. Em alguns, os resultados se aproximaram dos observados com procedimentos cirúrgicos. 

Esses medicamentos também apresentam benefícios cardiovasculares em determinados grupos. Há evidências de redução do risco de eventos cardiovasculares graves em pessoas com diabetes tipo 2. 

Isso amplia a forma de olhar para o tratamento. Em vez de considerar apenas os quilos perdidos, a avaliação pode incluir outros fatores relacionados à saúde. 

A caneta não substitui a mudança do estilo de vida 

Usar uma medicação não significa deixar de lado as outras estratégias do tratamento. 

Alimentação e atividade física precisam fazer parte do cuidado a longo prazo. A combinação dessas estratégias depende da avaliação médica para cada pessoa e o tratamento também pode precisar de ajustes, como aumento gradual da dosagem. 

 

Referências:

Posicionamento sobre o tratamento nutricional do sobrepeso e da obesidade: Departamento de Nutrição da ABESO – 2022. Pepe RB, Lottenberg AMP, Fujiwara CTH, Beyruti M, coordenadores. São Paulo: ABESO; 2022. Disponível em: https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2022/11/posicionamento_2022-alterado-nov-22-1.pdf

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