Testosterona em alta: o que comer (e o que evitar) para equilibrar o hormônio

Bianca Azevedo

Testosterona em alta: o que comer (e o que evitar) para equilibrar o hormônio

A testosterona é frequentemente lembrada como o hormônio que define a masculinidade, mas sua influência vai muito além. Ela atua na memória, na disposição, no desenvolvimento da massa muscular, na saúde dos ossos e até na função cardiovascular. Embora seja produzida principalmente pelos homens — sendo responsável por características como voz mais grossa, pelos e vigor físico — as mulheres também a produzem, em quantidades muito menores. 

Com o passar dos anos, os níveis desse hormônio tendem a cair naturalmente. No entanto, fatores como sedentarismo, ganho de peso, estresse crônico, algumas doenças e o uso de certos medicamentos podem acelerar essa queda, gerando sintomas incômodos que vão da falta de libido à fadiga constante. A boa notícia é que a alimentação pode ser uma grande aliada para manter a testosterona em equilíbrio. A nutricionista Carol Maretto, especialista em hipotireoidismo, lista os principais alimentos que ajudam a aumentar o hormônio e aqueles que devem ser evitados. 

Os alimentos que dão um up na testosterona 

Certos nutrientes, como o zinco, as gorduras boas e os antioxidantes, são fundamentais para a produção hormonal. Incluir os alimentos certos no dia a dia pode fazer uma diferença significativa: 

  • Castanha-de-caju: rica em zinco, um mineral essencial para a síntese da testosterona. Um punhado por dia já é uma excelente dose. 
  • Cacau: além de ser um poderoso antioxidante, o cacau contém magnésio e flavonoides que melhoram a circulação e podem auxiliar na saúde hormonal. 
  • Linhaça e gergelim: essas sementes são fontes de lignanas e gorduras saudáveis. As lignanas podem ajudar a equilibrar os hormônios, enquanto as gorduras são a “matéria-prima” para a produção de testosterona. 
  • Abacate: rico em gorduras monoinsaturadas, vitamina E e potássio. As gorduras saudáveis são cruciais, pois a testosterona é um hormônio esteroide, sintetizado a partir do colesterol. 
  • Romã: uma fruta com alto teor de antioxidantes. Estudos sugerem que o suco de romã pode ajudar a melhorar os níveis de testosterona e a disposição física. 
  • Ovo: a gema é uma das melhores fontes de colesterol bom, gorduras e vitamina D, todos nutrientes importantes para a produção hormonal. Consumir o ovo inteiro é a chave. 
  • Espinafre: rico em magnésio, um mineral que pode aumentar a produção de testosterona livre (a forma ativa no organismo). Também é fonte de ferro, essencial para a energia. 

Os sabotadores hormonais: o que evitar 

Assim como alguns alimentos ajudam, outros atrapalham. A nutricionista alerta que o consumo excessivo de certos itens pode prejudicar os níveis de testosterona: 

  • Açúcar e doces: o excesso de açúcar aumenta a liberação de insulina, o que pode levar a uma queda na produção de testosterona. 
  • Bebidas alcoólicas: o álcool, especialmente em excesso, é tóxico para as células testiculares e interfere diretamente na produção do hormônio. 
  • Gorduras trans: presentes em alimentos ultraprocessados (biscoitos recheados, sorvetes, margarinas, salgadinhos de pacote), essas gorduras são inflamatórias e prejudicam a saúde metabólica como um todo. 
  • Frituras: o óleo aquecido em altas temperaturas perde suas propriedades e pode gerar substâncias inflamatórias que atrapalham o equilíbrio hormonal. 

Mais do que comida: hábitos que fazem a diferença 

A alimentação é um pilar, mas não o único. Para manter a testosterona em níveis saudáveis, Carol Maretto reforça a importância de adotar um estilo de vida equilibrado: 

  • Pratique atividade física regularmente: o treino de força (musculação) é um dos maiores estimuladores naturais da produção de testosterona. 
  • Mantenha um peso saudável: o excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, está associado a níveis mais baixos do hormônio. 
  • Gerencie o estresse: o cortisol, hormônio do estresse, é um antagonista da testosterona. Técnicas de relaxamento, como meditação e hobbies, são essenciais. 
  • Durma bem: a maior parte da testosterona é produzida durante o sono. Dormir menos de 7 horas por noite pode comprometer seriamente sua produção. 
  • Evite tabaco e álcool: ambos são prejudiciais à saúde vascular e hormonal. 

A importância do acompanhamento profissional 

Antes de fazer qualquer mudança radical na dieta ou considerar a suplementação, a orientação médica é fundamental. Um profissional de saúde poderá solicitar exames para avaliar seus níveis hormonais e identificar a causa exata da queda. A suplementação de testosterona, por exemplo, deve ser feita apenas com prescrição e sob rigoroso acompanhamento, baseada em exames clínicos e sintomas como baixo rendimento físico, memória ruim e indisposição persistente. 

Cuidar da alimentação e dos hábitos de vida é uma forma poderosa e natural de dar ao corpo os recursos que ele precisa para produzir o hormônio em sua medida ideal, promovendo mais energia, disposição e qualidade de vida em todas as fases da vida. 

Fonte: Carol Maretto, nutricionista especialista em hipotireoidismo 

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