
Exercício físico como ferramenta no controle de doenças crônicas
Isabelle Macedo Cabral

Incluir o movimento na rotina de forma consistente transforma o corpo e a mente. Esse impacto é ainda mais significativo para pessoas que vivem com condições crônicas como obesidade, diabetes ou pressão alta. Nessas situações, o exercício deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser um aliado estratégico no tratamento de longo prazo.
Por que mexer o corpo ajuda no controle de doenças
Praticar atividades físicas regularmente é uma das estratégias mais poderosas para regular a pressão arterial, controlar os níveis de glicose no sangue e manter o colesterol dentro da faixa desejada.
Os benefícios se estendem a três áreas fundamentais para a saúde cardiovascular: o coração se torna mais forte, o estresse diminui e o peso se mantém sob controle. Além disso, quem se exercita com frequência costuma relatar melhora no humor, mais disposição para as tarefas do dia a dia e maior facilidade para interagir socialmente.
Quanto e como se movimentar
As diretrizes atuais indicam que adultos devem acumular pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa por semana.
O que conta como atividade moderada? Nadar, dançar, jogar vôlei recreativo, realizar tarefas domésticas leves ou qualquer outra atividade que aumente ligeiramente a respiração e os batimentos cardíacos (caminhadas não entram nessa conta).
E atividade vigorosa? Correr, jogar futebol, fazer tarefas domésticas pesadas ou qualquer movimento que acelere significativamente a respiração, provoque suor e eleve bastante os batimentos do coração.
Para saber se você está na intensidade correta, preste atenção aos sinais do próprio corpo: se consegue conversar normalmente, está em ritmo moderado; se fica ofegante a ponto de não completar frases, está no vigoroso.
Um cuidado importante para quem tem diabetes
É preciso atenção especial no caso do diabetes tipo 1. Exercícios muito puxados podem, paradoxalmente, aumentar o açúcar no sangue. Quando a glicemia está descontrolada, com valores acima de 250 mg/dl, o mais seguro é esperar a normalização antes de começar a se exercitar.
Nunca é demais lembrar: todo plano de treinos deve ser alinhado com um profissional de educação física. Isso garante segurança, eficácia e respeito às suas condições individuais.
Combatendo o sedentarismo no dia a dia
O comportamento sedentário é aquele em que você passa tempo acordado sentado, reclinado ou deitado, gastando muito pouca energia. Sempre que possível, evite ficar muito tempo nesse estado.
Uma tática simples e eficaz: faça pequenas pausas ao longo da jornada. A cada hora, levante-se e movimente-se por pelo menos cinco minutos. Aproveite para mudar de posição, ficar em pé, beber um copo d’água, ir ao banheiro ou fazer alguns alongamentos.
Esses momentos breves já ativam a circulação e reduzem os efeitos negativos do sedentarismo.
A importância do acompanhamento profissional
Cada pessoa responde de maneira única ao exercício, especialmente quando já convive com uma doença crônica. Por isso, o apoio de um especialista é indispensável para esclarecer dúvidas e oferecer orientações individualizadas. Em caso de qualquer questão, procure um profissional para uma avaliação completa e um plano feito sob medida para você.
Referência: Organização Mundial da Saúde. Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário.
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