Rotina e hábitos: como o ambiente influencia o tratamento com canetas
fcsilveira

Você pode estar seguindo o tratamento direitinho, mas ainda precisa lidar com a rotina de todos os dias: a comida que fica à vista, a correria para preparar uma refeição, o almoço diante do computador ou o biscoito recheado de lanche.
Essas situações fazem parte do ambiente e, muitas vezes, são inevitáveis, mas podem influenciar o seu comportamento alimentar.
Durante o tratamento com as canetas injetáveis, quando a fome pode estar reduzida, organizar esse ambiente ajuda a tornar algumas escolhas mais fáceis.
Separamos algumas dicas para te auxiliar nessa mudança gradual e deixar a rotina trabalhar a seu favor.
Comece pelo lugar onde você mais come
Se a maior parte das suas refeições acontece em casa, a própria organização da cozinha pode facilitar as decisões que faz no dia a dia, como:
- deixar frutas já limpas e cortadas em potes na geladeira
- manter uma garrada de água por perto durante o dia
- deixar vegetais e legumes já higienizados ou preparados para facilitar o consumo
- organizar os alimentos da despensa para encontrar com facilidade o que pretende usar na semana
- fazer uma lista antes de ir às compras, considerando adquirir alimentos naturais e minimamente processados
A lógica é a seguinte: quanto mais fácil for acessar uma opção, menos etapas você precisa vencer para escolhê-la.
E quando chegar a hora de comer?
Se possível, sente-se à mesa, deixe as telas de lado e reserve alguns minutos para comer com atenção plena – o chamado mindful eating.
Experimente mastigar os alimentos com mais calma, observando a comida no prato, a temperatura, textura e sabor a cada garfada.
Viver um momento tão rotineiro com tranquilidade também ajuda (e muito) a perceber os sinais de saciedade, que podem ser alterados pelo uso do medicamento.
Fora de casa, antecipe algumas situações
Nem sempre dá para controlar o que está disponível no trabalho, na rua ou em um restaurante. Porém, dá para se antecipar a algumas situações.
- No trabalho: leve as marmitas preparadas em casa, com as refeições que precisa para o tempo em que estiver nele, e mantenha água por perto.
- No mercado: antes de sair de casa, monte uma lista de compras inteligente e funcional, pensando nas principais refeições do dia a dia. Se possível, coma alguma coisa antes de sair para não cair nas “tentações” das prateleiras.
- No restaurante: se com cardápio ou para se servir, avalie as opções disponíveis antes de escolher e considere o que faz sentido para seus objetivos.
Uma dica extra: comece sempre pela salada e proteínas. Ao optar comer em um local onde pode montar sua refeição, comece preenchendo metade do prato com vegetais, legumes e frutas, seguindo pelas proteínas (carne, frango, peixe, grão-de-bico e lentilha) e finalizando com grãos e leguminosas (arroz, feijão, quinoa e ervilha).
A rotina também precisa caber no tratamento
Nem sempre o problema é saber ou não o que fazer, mas conseguir encaixar o cuidado na rotina, de forma prática e possível.
Se você tem ficado muitas horas sem comer, pode ser útil organizar horários para as refeições. Se cozinhar todos os dias é difícil, separe um momento na semana para deixar alguns ingredientes preparados com antecedência.
Também vale dividir tarefas: estimule quem mora com você a participar das compras, do preparo das refeições e da organização da cozinha.
Quanto menos complicado for manter um hábito, maior a chance de ele caber na rotina.
Não precisa transformar a casa inteira
Você não precisa eliminar todos os alimentos que gosta para criar uma “suposta” rotina perfeita – e nem se comparar com a de outras pessoas.
A proposta é observar quais situações no seu dia a dia são capazes de dificultar as escolhas e pensar em mudanças simples.
Uma fruta na bancada. Uma garrafa de água à vista. Alguns ingredientes já preparados. Uma refeição com o celular longe da mesa.
São ajustes pequenos, que podem deixar o ambiente mais favorável ao cuidado durante o tratamento.
Referências
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