
O que levar na pochete do Carnaval: um guia de hidratação
Isabelle Macedo Cabral

Carnaval é resistência. Não tem jeito. O bloco sai das 8h ao meio-dia, o sol está a pino, você está lindo(a) de fantasia e a única coisa que separa você do chão gelado de um copo de cerveja é… um litro de água que você esqueceu em casa.
Todo mundo já passou por isso. Aquele apagão no meio da multidão, a tontura que chega do nada, a boca seca que nem o glitter disfarça. O Carnaval não precisa ser assim. Dá pra pular muito, se divertir e ainda lembrar do caminho de casa.
O segredo é beber mais — mas as coisas certas
Não, cerveja não hidrata. Refrigerante também não. O herói da folia se chama água, e ele precisa entrar na sua rotina de blocos.
Leve sua garrafinha. Encha sempre que puder. Toda vez que passar num bebedouro, num boteco amigo, na casa de alguém, complete. Não espere sentir sede — quando a sede vem, a desidratação já começou.
Dica de veterano: intercale cada copo de bebida alcoólica com um copo de água. Obrigatório. O dia seguinte agradece.
Suor não é só água — é sal, potássio, magnésio
Se você está pulando num calor de 30 graus, seu corpo não perde só líquido. Perde minerais. E falta de potássio dá câimbra. Falta de sódio dá fraqueza. Falta de magnésio dá aquela moleza que parece que você carregou um bloco nas costas.
Aí entram os isotônicos e a água de coco. Eles não são firula. São o que separa quem aguenta o bloquinho noturno de quem vai pra casa mais cedo.
Existem também sachês de hidratação — pequenos, cabem no bolso. Você dissolve na água e vira um isotônico instantâneo. Prático, leve, resolve.
Fome na folia: o que dá pra carregar sem pesar a pochete
Comida de Carnaval precisa de três coisas: caber em qualquer lugar, não derreter e dar sustância.
O kit sobrevivência:
- Castanhas (poucas, mas poderosas)
- Banana passa ou damasco
- Barra de cereal (de preferência com chocolate amargo, pra dar ânimo)
- Biscoito cream cracker (não esfarela tanto)
Não precisa de muito. Só não pode passar o dia com estômago vazio. Álcool + jejum + sol = desmaio. Já vimos esse filme.
E aquele gás extra?
Café, energético, pré-treino… cada um tem seu veneno. A verdade é que estimulantes funcionam, mas têm preço. Eles disfarçam o cansaço, mas não hidratam. Pelo contrário.
Se for apelar para cafeína, faça com água ao lado. Um gole de energético, dois de água. Equilíbrio.
Suplementos de vitamina B12 ou complexo B podem ajudar na disposição, mas não fazem milagre. Hidratação em dia e uma fruta no lanche ainda são o melhor pré-treino carnavalesco.
Calor não é frescura
Quando o sol aperta, o corpo desliga. Não é falta de preparo físico — é fisiologia.
Respeite as sombras. Sente cinco minutos. Tome água gelada. Molhe a nuca e os pulsos. Se estiver se sentindo estranho, tonto, com a pele quente e seca, pare. Sério. O bloco continua sem você. Sua saúde não.
A volta pra casa: o começo do próximo dia
Chegou, tirou a fantasia, agora o que fazer?
Água. De novo. Sempre.
Comida leve. Uma fruta, um iogurte, uma sopa.
Nada de cerveja “pra recuperar”. Isso não existe. Desidratação não se cura com mais álcool.
E durma. O sono é o melhor reparador do corpo. Mesmo que sejam poucas horas, elas valem ouro.
Amanhã tem mais. E você vai estar pronto(a).
Quer aproveitar o Carnaval sem perder o ritmo? Confira na Droga Raia opções de hidratação e bem-estar para te acompanhar nos blocos.
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