
Escova de dentes: de quanto em quanto tempo você precisa trocá-la?
Isabelle Macedo Cabral

Manter a escova de dentes por meses a fio é um hábito mais comum do que se imagina. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 revelaram que apenas metade dos brasileiros (50,7%) troca o item dentro do prazo recomendado de três meses. O que muita gente não percebe é que uma escova velha não é apenas ineficaz — ela pode se tornar um problema para a saúde bucal.
Os sinais de que a escova já deu o que tinha que dar
O principal indicador de que está na hora de substituir a escova é o estado das cerdas. Quando elas começam a ficar abertas, deformadas ou claramente gastas, perdem sua capacidade de remover a placa bacteriana e os resíduos dos cantos mais apertados entre os dentes.
Segundo a professora Patrícia Capellato, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, a higiene bucal fica comprometida nesse estágio. Como a escova já não limpa direito, muitas pessoas instintivamente aplicam mais força durante a escovação. Esse excesso de pressão, por sua vez, pode machucar a gengiva e causar retração gengival ao longo do tempo.
A recomendação geral da especialista é substituir a escova a cada três ou quatro meses, ou assim que as cerdas apresentarem sinais de desgaste.
O perigo invisível: bactérias e fungos
Além da perda de eficiência, a escova velha é um ambiente propício para a proliferação de micro-organismos. O banheiro é úmido por natureza, e se a escova não seca completamente entre uma escovação e outra, cria-se o cenário ideal para a cultura de germes, fungos e bactérias.
Para minimizar esse risco, é essencial guardar a escova em pé, em um local arejado, e sempre lavá-la em água corrente após o uso. Evite deixá-la em recipientes fechados ou com as cerdas encostando em outras escovas da família.
Quando a troca é ainda mais urgente
Há situações específicas em que a troca da escova deve ser imediata, independentemente do tempo de uso. A principal delas é após períodos de doença.
Se você teve gripe, Covid-19, infecções na garganta ou qualquer problema de saúde bucal, os vírus ou bactérias responsáveis podem ter se alojado nas cerdas da escova. Usar a mesma escova após a recuperação aumenta o risco de reinfecção ou de prolongar o quadro. Por isso, assim que os sintomas passarem, troque a escova por uma nova.
E as escovas elétricas?
Para quem usa escovas elétricas, a lógica é a mesma. A parte que precisa ser trocada é a cabeça com as cerdas, e a frequência recomendada continua sendo a cada três meses. A vantagem desse tipo de escova é que a cabeça substituível costuma ter um indicador visual (cerdas coloridas que desbotam), ajudando a lembrar o momento da troca.
A especialista também reforça que, tanto para escovas manuais quanto para as elétricas, o ideal é optar por cerdas macias. Elas são suficientes para uma limpeza completa e eficaz, sem agredir a gengiva ou desgastar o esmalte dos dentes. A escolha do modelo mais adequado, levando em conta o tamanho da boca e a arcada dentária, pode ser feita com a orientação de um dentista.
Fonte: Professora Patrícia Capellato, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera.
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