Desodorante ou antitranspirante? Entenda a diferença

Isabelle Macedo Cabral

Desodorante ou antitranspirante? Entenda a diferença

Na hora da compra, a variedade de opções na prateleira pode causar confusão. Afinal, qual a real diferença entre um desodorante comum e um antitranspirante? E essa história de alumínio na fórmula, faz mal? Entender o que cada produto faz é o primeiro passo para acertar na escolha e cuidar da saúde da pele. 

O médico especialista em Medicina Estética, Franklin Veríssimo, explica que o suor é um processo natural e necessário do corpo. “Ele age no controle da temperatura do corpo e na excreção de certas substâncias que podem ser tóxicas para o organismo”. O problema não é o suor em si, mas o odor que surge quando as bactérias presentes na pele entram em contato com ele. 

As duas formas de combater o odor 

É aí que entram os produtos, que atuam de duas maneiras principais: 

  1. Desodorante: Sua função principal é eliminar ou mascarar o odor. A dermatologista Fabiana Seidl explica: “Os desodorantes têm substâncias antissépticas, como o álcool, que controlam a proliferação de bactérias e diminuem o cheiro ruim”. Eles, no entanto, não impedem a saída do suor. 
  2. Antitranspirante: Além de combater o odor, ele age na origem do problema, reduzindo a sudorese. “Os antitranspirantes têm sais de alumínio na sua composição e servem para inibir a saída de suor pelas glândulas sudoríparas”, completa a dermatologista. 

A polêmica do alumínio: deve-se evitá-lo? 

O principal ativo dos antitranspirantes é o cloreto de alumínio. De acordo com o Dr. Franklin Veríssimo, ele age formando “estruturas bloqueadoras que fecham os dutos das glândulas sudoríparas, reduzindo a produção do suor”. 

Para a maioria das pessoas, isso é seguro e eficaz. No entanto, o médico alerta para possíveis efeitos: “Por causa disso, há o risco de obstruir os poros e causar uma inflamação da glândula. Além disso, algumas pessoas podem apresentar ainda irritação a componentes derivados do alumínio”. 

Para quem tem pele sensível ou já apresentou reações, os desodorantes sem alumínio são a melhor pedida. A dra. Fabiana Seidl sugere que essas pessoas busquem opções sem álcool e parabenos também, pois são substâncias que podem causar alergias. “Para as pessoas mais sensíveis, há o óxido de magnésio, que ajuda a diminuir a umidade, mas não é um antitranspirante”, explica. 

Como usar da forma correta 

De nada adianta o produto certo se a aplicação for feita de qualquer jeito. Para garantir a eficácia e evitar irritações, os especialistas dão duas dicas de ouro: 

  • Aplique sobre a pele seca: Esta é a regra mais importante. O produto precisa aderir bem à pele para funcionar. Aplicá-lo logo após o banho, com as axilas ainda úmidas, dilui a fórmula e reduz sua eficácia, além de aumentar o risco de irritação. 
  • Reaplique se necessário: O ideal é aplicar no início do dia. Mas, dependendo do seu ritmo, prática de atividades físicas e grau de sudorese, uma reaplicação pode ser necessária. Nesses casos, optar por um antitranspirante de longa duração pode ser uma boa estratégia. 

Em resumo, a escolha entre desodorante e antitranspirante, com ou sem alumínio, depende das suas necessidades: se você sua pouco e a preocupação é apenas o odor, um desodorante comum pode bastar. Se a transpiração excessiva é um incômodo, um antitranspirante pode ser mais adequado, mas sempre observando a reação da sua pele. 

Fontes: Franklin Verissimo, médico especializado em Medicina Estética; Fabiana Seidl, dermatologista. 

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