Vitamina C em pó ou líquida: qual a melhor opção para a pele?

Isabelle Macedo Cabral

Vitamina C em pó ou líquida: qual a melhor opção para a pele?

A vitamina C se consolidou como um verdadeiro queridinho da rotina de cuidados com a pele. E não é para menos: seus benefícios vão desde a poderosa ação antioxidante, que combate os radicais livres e previne o envelhecimento precoce, até o estímulo à produção de colágeno e a ajuda no clareamento de manchas. 

Mas na hora de comprar, surge a dúvida: afinal, é melhor escolher a versão em pó ou a líquida? Ambas prometem resultados, mas têm características bem diferentes. Para ajudar nessa decisão, conversamos com o farmacêutico Pietro Paschoaletto, mestrando em cosmetologia pela UNIFAL. 

A estabilidade é o ponto-chave 

A principal diferença entre as duas versões está na estabilidade do ativo. A vitamina C (ácido ascórbico) é um ingrediente conhecido por ser instável, ou seja, ela oxida e perde a eficácia quando exposta à luz, ao ar e ao calor. 

  • Vitamina C em pó: a grande vantagem da versão em pó é justamente a sua estabilidade prolongada. Por não estar dissolvida em um líquido, a molécula se mantém íntegra por muito mais tempo. Você só vai ativá-la no momento do uso, ao misturá-la com outro produto. 
  • Vitamina C líquida: por estar em um meio aquoso, a versão líquida (como soros e loções) está mais suscetível à oxidação. Ela pode perder a ação mais rapidamente se a fórmula não for bem desenvolvida ou se a embalagem não proteger adequadamente o ativo da luz e do ar. 

Como escolher a ideal para você? 

De acordo com Pietro, a escolha entre uma e outra depende mais da sua rotina e preferência, desde que você observe alguns critérios essenciais para garantir a eficácia. 

Para quem busca praticidade e tem pele sensível: versão líquida 

Os soros de vitamina C líquidos são práticos e já vêm com a concentração ideal. Na hora de escolher um, o farmacêutico dá a dica: “recomendo o uso da versão líquida quando ela for de vitamina C pura, com concentração entre 10% e 20% e com pH abaixo de 3,5. Essas condições garantem que o ativo consiga penetrar na pele e fazer efeito.” 

A desvantagem, como mencionado, é a validade menor após aberto. É preciso ficar atenta à cor e ao cheiro: se o soro ficar com um tom alaranjado ou marrom, é sinal de que oxidou e perdeu o efeito. 

Para quem quer frescor e maior durabilidade: versão em pó 

A vitamina C em pó é uma ótima opção para quem busca um produto mais duradouro e com a garantia de que o ativo está sempre estável. “A vantagem da vitamina C em pó é que ela fica estável por mais tempo”, reforça Pietro. 

O uso é simples: você mistura uma pequena quantidade do pó com o seu hidratante ou sérum de uso diário (de preferência, com textura mais aquosa) nas mãos e aplica no rosto. Isso permite que você também customize a concentração do ativo a cada uso. 

O jeito certo de usar (em qualquer versão) 

Independentemente da forma escolhida, a recomendação de uso é a mesma para potencializar os resultados e evitar irritações. 

  • Frequência e horário: o ideal é usar a vitamina C uma vez ao dia, pela manhã. 
  • Ordem de aplicação: aplique o produto com vitamina C logo após a limpeza do rosto, antes do hidratante (se não for um produto híbrido) e, obrigatoriamente, antes do protetor solar. 
  • Protetor solar é indispensável: “O uso do filtro solar é obrigatório para quem faz uso da vitamina C, já que se trata de um ácido”, alerta o farmacêutico. A vitamina C potencializa a ação do protetor solar, mas não o substitui. A combinação das duas é a dupla perfeita para proteger a pele dos danos ambientais e da luz visível. 

Em resumo: 

  • Escolha a versão líquida se busca praticidade e uma fórmula pronta, mas fique atenta à validade e sinais de oxidação. 
  • Escolha a versão em pó se quer um produto com maior durabilidade e a certeza da estabilidade do ativo, sem abrir mão de um momentinho a mais na rotina. 

O mais importante, em ambos os casos, é garantir que o produto seja de boa procedência e se adapte à sua pele. Em caso de dúvidas, consulte um dermatologista. 

Fonte:

Pietro Paschoaletto, farmacêutico mestrando em cosmetologia pela UNIFAL.

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