
Herpes ocular: o que é, causas, sintomas e tratamentos
GSK

Dentre os diversos tipos de herpes, existe um que pode afetar a saúde dos olhos e até comprometer a visão. Chamado herpes ocular, a infecção inspira cuidados, pois em alguns casos ela se assemelha a uma conjuntivite.
O que causa o herpes ocular?
Hallim Feres Neto, oftalmologista e diretor da Prisma Visão, explica que o problema é causado pelo herpes do tipo simples ou HSV. “É o mesmo vírus que provoca o herpes que ataca os lábios e rosto. Este micro-organismo está presente em 90% da população adulta. Apesar de se manifestar geralmente em forma de lesão labial, o HSV pode acometer os olhos”, alerta.
Formas de transmissão
A princípio, as pessoas podem adquirir o vírus do herpes ainda na infância, por meio do contato com gotículas de respiração e saliva contaminadas. Beijar, compartilhar itens pessoais e levar a mão suja à boca são algumas oportunidades para a entrada do herpes no organismo. No entanto, nem sempre o vírus desencadeia as lesões. Às vezes, ele fica “adormecido” por anos ou por toda a vida — assim, a pessoa apenas carrega o vírus inativo, mas pode transmiti-lo. “Mas quando se manifesta, os fatores que influenciam são principalmente a baixa imunidade, estresse, gravidez, cirurgias e até mesmo o ciclo menstrual”, afirma Feres Neto.
Sintomas do herpes ocular
De acordo com o especialista, a infecção nos olhos possui sintomas bem parecidos com os de uma conjuntivite comum, como a coceira e a vermelhidão. “Contudo, a pessoa precisa observar se há lesões no rosto próximas aos olhos, dor e baixa visão”, pontua Feres Neto. Em geral, as feridas do herpes contêm pequenas vesículas (bolhas) de pele fina e com conteúdo líquido. Outro ponto de atenção é a sensibilidade à luz, um sinal que pode indicar a presença da infecção.
Complicações
Em muitos casos, o paciente acredita que está com conjuntivite e demora a buscar ajuda médica. Nesse período, Feres Neto explica que o vírus pode lesionar a córnea (a parte transparente da frente dos nossos olhos) e causar cicatrizes que pioram a visão. “Outra complicação, porém mais rara, é o acometimento da retina, que pode levar à cegueira em poucos dias”, acrescenta.
Diagnóstico e tratamento do herpes ocular
Logo no início dos sintomas, é importante procurar o auxílio de um médico oftalmologista. “O diagnóstico é feito no próprio consultório, por meio de exame visual, com uso da lâmpada de fenda — um microscópio para observar os olhos em detalhes”, afirma Feres Neto. Confirmada a suspeita, o tratamento envolve medicamentos antivirais em forma de colírio, pomada ou comprimido.
O mais conhecido é o Aciclovir, que combate a ação do herpes e abrevia o ciclo da infecção. Para alguns pacientes, é necessário prescrever o uso do antiviral a longo prazo para evitar novos episódios da doença.
Perguntas frequentes
Como prevenir o herpes ocular?
Embora não exista uma vacina específica contra o HSV, é possível reduzir as chances de ser vítima de uma crise. “As recidivas (ou seja, quando a infecção se repete) acontecem principalmente se há estresse e baixa imunidade. Portanto, ter uma vida saudável — dormir bem, se alimentar bem, praticar atividades físicas e ter tempo para relaxar — ajudam a prevenir crises de repetição”, aconselha o oftalmologista.
Herpes zoster e HSV: qual a relação?
O herpes zoster é causado pelo varicela, o mesmo vírus responsável pela catapora. Apesar de atingir mais as áreas do tórax e abdômen e formar feridas extremamente dolorosas, o herpes zoster também pode atacar os olhos em até 25% dos pacientes¹ ². Por isso, o diagnóstico deve considerar o histórico de saúde do indivíduo e se ele já enfrentou uma infecção anteriormente.
Fonte: Hallim Feres Neto, médico oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão.
Referências:
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
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