Dieta para hepatite: como deve ser a alimentação durante o tratamento?

Redação

Dieta para hepatite: como deve ser a alimentação durante o tratamento?

Instituído em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Julho Amarelo é uma campanha que busca conscientizar a população na luta contra as hepatites virais. As condições dizem respeito a doenças infecciosas que levam à inflamação do fígado e, por isso, cuidar bem do corpo durante o tratamento é essencial para que ele consiga se recuperar de maneira eficaz. Desse modo, também é preciso ficar de olho na dieta para hepatite. Saiba mais:

Hepatite: sintomas

Primeiramente, para entender como deve funcionar a dieta para hepatite, vale conhecer um pouco mais sobre a doença.

​“A maioria dos casos é assintomática, ou seja, pode passar despercebida de sintomas. Ou, então, há manifestações leves e inespecíficas, como febre baixa e indisposição, que geralmente se resolvem de forma rápida e espontânea, sem fazer com que o indivíduo sinta a necessidade de buscar o atendimento médico”, explica a gastroenterologista Dra Andreia Evangelista.

Contudo, em situações mais raras, a pessoa pode desenvolver sintomas mais intensos, como icterícia (coloração amarelada nos olhos e na pele), perda de apetite, fraqueza, mal-estar e dor abdominal.

“Apesar desses pacientes geralmente necessitarem de ajuda profissional, é importante destacar que apenas uma pequena parcela evolui para quadros mais graves, em que há até mesmo a necessidade de transplante.”

Principais causas

​Entre as principais causas, estão os vírus hepatotrópicos denominados por letras como A, B e C. Já as formas de transmissão variam. A hepatite A, por exemplo, pode ocorrer por meio de alimentos contaminados (principalmente frutas, verduras, frutos do mar e água), além de existirem casos de contaminação pelo ato sexual.

Por outro lado, as hepatites B e C são transmitidas, principalmente, através do contato com sangue contaminado. Por fim, há também a transmissão vertical, que ocorre em qualquer momento da gestação, do parto ou da amamentação; e o surgimento de hepatites por toxicidade (ingestão compulsiva de álcool, por exemplo) ou até mesmo pelo acúmulo de gordura visceral.

Dieta para hepatite

É importante lembrar que nenhuma dieta específica é capaz de curar uma hepatite viral. Contudo, a alimentação como um todo contribui muito para o alívio dos sintomas e para deixar o nosso sistema de defesa mais forte.

“O ideal é que o indivíduo repouse, se hidrate bastante (especialmente se apresentou vômitos) e faça a ingestão de alimentos leves. Ademais, a alimentação precisa ser preparada com bastante higiene”, diz a especialista.

Além disso, o médico nutrólogo Dr Tasso Carvalho complementa que a alimentação tem relação direta com a inflamação sistêmica do corpo. Por isso, vale também evitar alimentos que contribuam para esse processo, como os ricos em gorduras e os industrializados.

Afinal, durante a hepatite, há uma menor produção de sais biliares e uma inflamação do fígado, e consumir tais alimentos pode causar ou piorar a dor e a diarreia. “Recomenda-se dar preferência a proteínas magras, frutas, verduras e legumes”, finaliza o profissional.

Fontes:

  • Dra Andreia Evangelista, médica gastroenterologista e professora substituta da faculdade de medicina da UFRJ. Além disso, é médica do HUCFF-UFRJ e hepatologista do Centro Avançado Hepatobiliar do Hospital São Vicente de Paulo, RJ;
  • Dr Tasso Carvalho, médico nutrólogo e criador da Integrative Academy, uma plataforma onde já ministrou 13 cursos que abordam o reequilíbrio fisiológico através das terapias de homeostase hormonal, da base da fisiologia à terapêutica.

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