Diferenças entre os tipos de chocolate: qual a melhor escolha?

Isabelle Macedo Cabral

Diferenças entre os tipos de chocolate: qual a melhor escolha?

Celebrado em 26 de março, o Dia do Cacau é uma ótima oportunidade para conhecer melhor a fruta que dá origem a um dos alimentos mais amados do mundo: o chocolate. Seja para matar a vontade, para presentear ou para incluir na dieta, entender as diferenças entre os tipos de chocolate ajuda a fazer escolhas mais conscientes e saborosas. 

Para tirar as dúvidas sobre qual chocolate escolher e como inseri-lo em uma alimentação equilibrada, conversamos com a nutricionista Amanda Figueiredo. 

Quanto maior a porcentagem de cacau, menor o açúcar 

A principal diferença entre os tipos de chocolate está na concentração de cacau e, consequentemente, na quantidade de açúcar e outros ingredientes adicionados. 

“De forma geral, quanto maior a porcentagem de cacau descrita na embalagem, mais puro é o chocolate e menos açúcar ele terá”, explica Amanda. Isso significa que um chocolate com 70% de cacau terá uma proporção muito menor de açúcar do que um chocolate ao leite tradicional, por exemplo. 

Os principais tipos de chocolate 

  • Chocolate amargo (ou meio amargo): é o que possui maior concentração de massa de cacau (geralmente acima de 50%) e menos açúcar. Quanto maior o percentual, mais intenso e menos doce é o sabor. É a opção mais rica em antioxidantes, como os flavonoides. 
  • Chocolate ao leite: leva leite em sua composição e, em geral, tem menor teor de cacau e maior quantidade de açúcar e gorduras em comparação ao amargo. 
  • Chocolate branco: tecnicamente, não é considerado um chocolate por muitos especialistas, pois é feito a partir da manteiga de cacau, açúcar e leite, mas não contém massa de cacau (o sólido do cacau). 

Qual é o melhor chocolate para quem quer perder peso? 

Boa notícia: não é preciso abrir mão do chocolate mesmo em uma dieta focada na perda de peso. A chave está na escolha do tipo certo e na moderação. 

“Para quem deseja emagrecer, o chocolate amargo com 70% de cacau ou mais é a melhor opção. Isso porque ele tem uma concentração maior de cacau e, por consequência, menos açúcar na composição”, orienta a nutricionista. 

No entanto, ela faz um alerta importante: é fundamental ler o rótulo. “Mesmo o chocolate amargo pode conter excesso de gordura, óleos vegetais adicionados ou outros ingredientes que comprometem a qualidade do produto e podem atrapalhar os objetivos de saúde e peso. O ideal é escolher um chocolate com uma lista de ingredientes curta, onde o cacau (ou massa de cacau) apareça em primeiro lugar.” 

Qual a quantidade ideal? 

Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois a quantidade de chocolate que pode ser incluída na dieta varia de pessoa para pessoa. 

“Não é possível determinar um número exato sem analisar todo o contexto da alimentação, como a ingestão de proteínas, carboidratos e gorduras nas refeições, além do gasto energético com a rotina de exercícios”, explica Amanda. 

A recomendação geral é usar o bom senso e a moderação. 

  • Frequência: o chocolate deve fazer parte da “exceção” e não da rotina diária. Pode ser um prazer eventual, de duas a três vezes por semana. 
  • Quantidade: uma porção entre 30 g e 40 g de chocolate amargo de boa qualidade em um dia de consumo é considerada uma quantidade razoável para não comprometer os objetivos nutricionais. 

Assim, o Dia do Cacau serve como um lembrete para apreciar o chocolate de forma mais consciente, valorizando o sabor do cacau e os benefícios que ele pode oferecer quando bem escolhido. 

Fonte: Amanda Figueiredo, nutricionista. 

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