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Dezembro Laranja e o câncer de pele

Aproveitar o sol e o verão é uma delícia, mas exige cuidados importantes com a saúde. O maior deles é com relação à pele e o perigo do câncer de pele, o tipo da doença mais comum no Brasil. Para conscientizar e alertar a população sobre esse problema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia criou a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele.


Desde 2014, o movimento acontece no último mês do ano e leva o nome de Dezembro Laranja. Este ano, o tema da campanha é: “Se exponha, mas não se queime”. “Além do elevado índice de radiação ultravioleta que incide no Brasil, por ser um país tropical, a proteção solar costuma ser inadequada ou inexistente e cerca de 50% da população brasileira têm pele branca”, explica Leonardo Abrucio Neto, dermatologista do Hospital Santa Catarina.

Como previnir o câncer de pele

• Use protetor solar com fator de proteção igual ou superior a 30. O produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada duas horas, ou antes em caso de sudorese excessiva ou mergulho na água.

• Cerca de 30% da radiação solar atravessa as nuvens, então o filtro solar deve ser aplicado mesmo em dias nublados.

• O horário de maior concentração dos raios mais perigosos é entre 9h e 15h horas, durante o horário de verão. Por isso, é bom evitar o sol nesse período.

• O uso de boné, chapéu, guarda-sol, óculos e, se possível, roupas com proteção solar é muito importante para fazer o bloqueio físico da radiação solar.

• Vale lembrar que os raios solares podem ser refletidos pela areia, por isso o protetor solar deve ser usado mesmo por quem só fica embaixo do guarda-sol.

• Evitar o uso de limão, tangerina, maracujá e figo, bem como a aplicação de perfumes antes de sair ao sol. Esses itens podem causar manchas e formação de bolhas.

• Crianças só devem ser expostas ao sol a partir dos 6 meses, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O uso de protetores solares é seguro também a partir desta idade.

Entenda o câncer de pele

A maior causa da doença é justamente a exposição excessiva e contínua ao sol, com pouca ou nenhuma proteção. A radiação prejudica o DNA das células da pele e estimula multiplicação acelerada dessas células. Além disso, pessoas com predisposição genética ou que fizeram transplante de órgãos também têm mais risco. No caso dos transplantados, o uso de medicações que reduzem a ação do sistema imunológico para evitar a rejeição do novo órgão diminui também a defesa do organismo. O resultado é uma chance maior de desenvolver a doença.

Sintomas e diagnósticos

  • Os sinais mais comuns são:
  • • Ferida que não cicatriza;
  • • Nódulo endurecido e brilhante que cresce expressivamente;
  • • Pinta que muda de aspecto, de bordas, de coloração, e que aumenta de tamanho, sangra, coça ou dói;
  • • Nódulo escuro, que surge de repente e aumenta rapidamente de tamanho;
  • • Sinal do “patinho feio”, ou seja, uma pinta diferente, com relação à cor ou forma, comparada às demais.

O tratamento pode incluir a retirada cirúrgica desses sinais, mas depende de cada caso e deve ser indicado e acompanhado por um especialista. A sua saúde e a da sua família começa com cuidados simples no dia a dia. Previna-se e aproveite o verão sem riscos!

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